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segunda-feira, 20 de abril de 2020

O Começo de Tudo (...)

O primeiro relato que eu quero compartilhar com vocês não é de uma viagem épica para algum país absurdamente lindo no exterior, mas sim de uma viagem no tempo, uma viagem para o exato momento em que a minha história com a língua inglesa começou a ser desenhada...

Pode até soar meio clichê, mas acho importante relatar aqui o quanto esse idioma estrangeiro tem impactado a minha vida, e o quanto eu sou feliz pelas escolhas que fiz. Muito provavelmente eu não estaria aqui hoje, e grande parte das vivências que vou compartilhar jamais teriam se concretizado, não fosse pela minha jornada com ela, a língua inglesa.

Vamos à primeira história então... Era o início dos anos 80, eu tinha por volta de 10 anos, meu irmão 5 e minha irmã era bebê ainda. Morávamos numa região de terras altas, no interior do município de Santa Cruz do Sul, RS. Era um cenário belíssimo, estrada de chão, morros à volta, um riacho nos fundos da propriedade, animais silvestres, pássaros, cheiro de mato e muito verde...

O centro urbano mais próximo ficava a cerca de 40 km. Lá, ter um aparelho de televisão em casa era privilégio, e ter um com imagens coloridas, um luxo... Era uma época sem telefone, sem celular, sem smartfone e sem câmera digital, um tempo em que os livros eram o que havia de mais extraordinário.

Meu irmão e eu passávamos o nosso tempo livre, entre aulas e pequenas tarefas domésticas, inventando brincadeiras, fazendo piqueniques, correndo dos bodes ou do gado, pescando no açude, tomando banho de rio, andando de bicicleta ou aprontando alguma...

Eram tantas brincadeiras divertidas que fica impossível lembrar de todas, mas uma que permanece muito viva em minha memória é a de dar aula... Eu montava todo um cenário improvisado embaixo de uma goiabeira que havia ali e fazia o papel de professora, enquanto meu irmão, mesmo contra a vontade na maioria das vezes, de aluno.

E sabem o que eu ensinava? Uma língua chamada inglês! Claro que não o inglês real, pois tive o meu primeiro contato com o idioma somente anos mais tarde, mas uma língua inventada, estranha, de sons exóticos, que eu fazia meu irmão repetir como se estivéssemos numa aula de pronúncia... E assim, no mais improvável dos lugares, um talento inato se revelava.

Não nasci professora, me tornei uma profissional da educação por meio de muito estudo, muito trabalho, muita vontade de aprender, muita dedicação e muita determinação, mas foi a minha paixão pela língua inglesa que me conduziu por este caminho!

E só depois de muito tempo é que eu, finalmente, entendi a minha missão, compartilhar sonhos, conectar pessoas e levar a língua estrangeira, e a minha paixão por ela, o mais longe que eu puder e para o maior número de pessoas possível! Não há limites para o que podemos realizar, basta acreditar e fazer acontecer!


PS: As imagens são de 1983, à direita estamos eu e minha irmã Janine, sentadas numa das goiabeiras da antiga propriedade de meus pais, e à esquerda, meu irmão Júlio nos galhos mais altos da mesma árvore.